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                    O golpe de Jack Smith    Caraminholando histórias de amor. Passou sim em minha cabeça estar vivendo uma. Mas, óbvio, não haveria de lidar com isso de outra forma senão pela prosa e poesia.  A Jack Smith... 21 de Dezembro de 2024.  Bom dia!      Fico agradecida pela demonstração de afeto.  Mas, não consigo me concentrar nele.  Primeiro porque não sei se você é quem diz que é. E gostaria que não fosse. Fosse a ideia de quem eu acho que é. Percebe!?  É uma terra confusa dos afetos.  Pois amo o sentimento que me incentiva acreditar que posso ter alguém para caminhar ao meu lado.  Só que a realidade neste caso não é clara. Não tem chão.  E sua imagem de rosa não tem perfume. Vamos lá.  A uma semana me correspondia com um "Soldado Americano", viúvo de 60 anos. Jack Smith louro como o Miguel Falabella e toda pompa de um professor.    Ele veio com...
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  Sempre ela, Po! Que não seja heresia. Ainda assim corre o risco nesta metalinguagem das palavras que não são o todo sentido, nem uma gota de lágrima. Natal de 2024, logo a porta de sair do ano que não termina em si. Deus permita ter ainda vida em meu vocabulário de meras palavras, ricamente cavadas em livros e escuta ativa. Não mais no fim do século XX respingados pelo terror dos pais dos pais dos pais... A melhor Árvore de Natal foi sem dúvida a de pinheiro natural, com aquelas bolinhas de água brilhando ao sol quando a Ariane e eu brincávamos de regar as plantas no quintal. Já vivemos vinte e poucos anos do novo século que não se escuta tanto e ao mesmo tempo muito. Aceleramos. Vou me por no caldo também, mas não acelero ninguém. Não lemos nada e passamos o dia passando a vista, selecionando e salvando tudo ditado.  Nos doutoramos. E há mestres por todos os lados. Grandes especialistas ainda naquela velha opinião formada sobre tudo. Enquanto isso o Natal vem como a Estrela...
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  Quando me penso , certamente sou a mesma de três anos. Digo três, porque foi o começo de me entender como um ser que escreve. Minha primeira experiência com a escrita nasceu um dia depois do meu aniversário de três anos. Há quem duvide que eu tenha imagens nítidas de fatos antes disto. Eu tenho sim e não duvido de mim. Lidar com meu problema emocional só foi possível após a maturidade. Quando não vi mais minhas inclinações como um problema. Quando entendi porque amo falar de Deus, mas não visto a camisa de força de nenhuma religião. Visito meu íntimo com espiritualidade e um amor que nem sempre estão em Templos os nos verniz das Catedrais, embora ame para meditar e contemplar.    Meu coração é dilatado todos os dias quando percebo que quem mais precisa não é alcançado e talvez seja pretensão achar que a vida do outro está com algo errado. Mas me deem uma explicação para existir uma criança de pés descalços num farol entre os carros.  Um pai de família desistir da v...
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Poema  Açúcar Mascavo Segura a onda, que não tem onda nenhuma. Que é segurar?  Mais que cavo, vem em sons voadores... Petrificados Seios? Amores? Por que, Dias?  Amaste mais o dia. Amaste o dia por ser Dias. E toda noite vem cavar a aridez da terra  e a poeira ser tudo que tem de nitidez. Foge firme à torre dos sinos Devolve em velocidade o véu, a casa, o céu. Nada fará sentido, sem ondas, sem mel...    Desliza, vai dizendo. Doze. Trezentos... Você, todos e nenhum. Sempre Dia. Vida aqui é só Ida.   Traz teu laço preso em nós de dentes Esse poema Dizente,  sem Onda ser Diferente A Noite Mascavo de fel   ...           Susana Raposo  Poema & Imagem                
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Encantamento Não se possui todo o amanhã.                                                                                                                      Susana Raposo Nunca ei de perder o encantamento pela vida. Existe uma conformidade nisto desde o meu nascimento. Coisas que fui ligando e me despertando para a necessidade pura de Vida. E s implesmente viver.  As histórias herdadas são heranças que me foram dadas. Se me veem como fada ou bruxa, se me amam ao mesmo tempo que querem arrancar os cabelos... Se elogiam ao mesmo tempo que não querem nem me ver... Também isto me faz contente.  São as cartas do jogo para eu aprender. Logo crescer e cuidar cada vez melhor da minha vida e da...
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Sempre tive medo de chaves.  E jaz aqui uma chave que nem abriu nem fechou. Dei também a ela as flores que não morrem e a mim, genuína oportunidade de me respeitar do último até o primeiro degrau, onde estou.  Bem que a vida poderia de verdade começar depois dos quarenta anos, a gente vai se enganando tão bem pela paz e civilidade. Nunca vi a medicina tão perdida e tão rica. Queria mergulhar no meio do oceano agora, ou dentro de uma rocha, pisar os pés num capim verdim... Ser mais uma vez aquela menina no banco de viajem. Ver Miguel, arcanjo. E fora de qualquer falsa realidade com a mesma honestidade de quem me pergunta se está tudo bem, dizer para cada um o contrário do que ele pretendia ouvir. Tem pessoas que podemos dizer sim. Outras precisamos dizer não. Vou ficar por aqui com ecos... canção. Susana Raposo  
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De onde vem este sentimento para que eu possa devolver? As flores serem caras ou baratas não é culpa das flores. Outro dia que não outro, comprei castanhas. Elas no jarro onde eram guardadas estavam no final,  eram tantos farelos e poucas inteiras.  O preço era integral. Real sem nenhum desconto. Castanha é coisa cara. Comprei e sai andando. Comia amargando a coisa cara chamada pensamento. Até que este lamento me questiona: - " Mas você?! Você sabe fazer uma castanha? Então, com aquela Jóia preciosa no punhado dos dedos comi. Comi o feliz resgate da sã consciência. Deixo aqui registrado. Nenhum trabalho na face da terra é livre de desmerecimento.  Minha filha de sete anos, numa ampla concordancia com o próprio nome, me chama à luz... Eu chorava por coisas que não tem remédio... Vida, morte. A velha e o cobre... - Mãe, o mundo não é perfeito! Contemplando a face delicada daquele momento, disse por dentro. "Eu queria apenas ser o que posso ser, porque é o que faço de melhor...