Como vai?
Estou vindo.
Não vou.
Já fui.
Estou chegando. E você? Conte o que vai de bem...
Virtuosa, não virtual. Esta virtude de jogar o jogo da moda, usar as falas, estar...
Não lido.
Como você está hoje?
Respondi: Distante de onde estou...
Essas frases são meu jeito socrástico de servir a algo grande que se esconde em cada folha que cai e rasga o solo dos meus sentimentos.
Sempre soube que preciso a cada dia dar um contorno melhor as coisas que entram e saem da minha vida.
Talvez a mesma pessoa que pintou o Quadro em 1994 não começou para vê-lo num canteiro jogado ao Tempo. Quem seria ela? Não o peguei, minha mãe me ensinou nunca pegue nada do chão. Mas me surpreendi, não sei se ter tirado a foto dá na mesma ou não. Lembrei dos meus escritos sonhados, cadernos borrados e esboços de quadros ao vento do esquecimento.
No mundo de lá eles me adiantariam?
Realmente dar caminhos as coisas que se vão.
Em zelo se desprendendo, não deixar tanto para poucos e nada para muitos...
Susana Raposo

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